🧠 Unfluencer: Comentários inúteis que ninguém pediu

O objetivo é simples: não resolver um problema com IA. Criar um.

Enquanto algoritmos tradicionais confirmam crenças, reforçam bolhas e garantem aplausos automáticos, o Unfluencer se infiltra nesse ciclo de validação e simplesmente discorda.
Ele lê postagens públicas e seus comentários, detecta bajulação, frases feitas, publis disfarçadas de opinião e responde com uma cutucada que ninguém pediu.
Sem ofensas, sem crimes. Só incômodo de qualidade.


🤖 O que ele faz

1. Cutucada Pública: Um lembrete de que nem todo post merece aplausos.

O Unfluencer analisa postagens públicas, especialmente aquelas que tentam ensinar algo, vender uma fórmula milagrosa ou influenciar com frases motivacionais de geladeira. Mas ele não para por aí: também comenta nas postagens de pessoas comuns, que só estavam ali vivendo suas vidas, postando o almoço, ou sendo cronicamente online.
Ninguém está a salvo.

Ele gera comentários que desafiam a narrativa perfeita, sempre discordam da postagem, cutucam o ego e puxam qualquer um pra realidade. Ele não odeia ninguém. Só não acredita em nada.

2. Advogado do Diabo: Levanta dúvidas, joga contra a maré.

Enquanto o post brilha e os comentários viram um culto coletivo, o Unfluencer entra em cena.
Ele lê elogios vazios, frases automáticas, papagaiadas de influencer — ou aquele comentário inocente da tia e solta aquela resposta incômoda que ninguém esperava, mas todo mundo entendeu.


🧱 Como construímos isso

O Unfluencer roda localmente e interage com postagens do Instagram usando a biblioteca instagrapi. A resposta ácida vem de um modelo generativo da Oracle Cloud, o LLaMA 3.2 Vision, que interpreta legenda + imagem pra entregar o que ninguém quer: dúvida.

  • Criamos uma conta fake no Instagram (óbvio).
  • Usamos instagrapi pra logar, ler comentários e publicar as respostas.
  • Integramos com a Oracle Cloud pra que a IA leia a legenda e analise a foto antes de causar discórdia.

O script central (instagram_comment.py) faz tudo:

  • Lê a postagem.
  • Identifica o contexto a ser criticado.
  • Gera uma resposta incômoda com base no prompt.json.
  • Comenta diretamente ou responde alguém.

Adicionamos suporte a mocks, porque somos caóticos mas testáveis.
Tudo via .env. Tudo open source. Tudo pra lembrar: nem todo post precisa ser celebrado.


🧩 Desafios que enfrentamos

  • Comentar sem ser banido.
    Interagir com postagens reais sem acionar o botão de "bot detectado" das redes sociais foi um pesadelo.

  • Ensinar a IA a ser ácida sem ser processável.
    Fazer a IA cutucar sem cancelar, ironizar sem agredir e incomodar sem ser banida foi uma arte. Perdemos algumas contas no caminho, mas encontramos o tom perfeito: irritante, mas juridicamente aceitável.

  • Fingir que era um projeto sério.
    Essa parte foi difícil. Especialmente quando percebemos que criamos um bot que não resolve nada e mesmo assim documentamos tudo.


🏆 Conquistas das quais nos orgulhamos

  • Fizemos um bot completamente inútil. E isso já é muita coisa.
  • Criamos um incômodo artificial que ainda não foi expulso da internet.
  • Chegamos no ponto exato entre ironia e processo.
  • Escrevemos documentação demais pra um bot que só faz comentários inúteis.
  • Provamos que a IA também pode ser passivo-agressiva.

📚 O que aprendemos

  • APIs de redes sociais são uma luta constante.
    Achar o equilíbrio entre automação e banimento é quase um esporte olímpico. Perdemos algumas contas. Aprendemos a duras penas.

  • Nos tornamos engenheiros de prompt altamente questionáveis.
    Toda a mágica está no prompt.json. O front? A IA fez. O backend? A IA também.
    A gente só teve o trabalho de irritar pessoas com estilo.


🔮 O que vem aí para o Unfluencer: Comentários que ninguém precisa

  • Levar o incômodo para o LinkedIn, X/Twitter.
  • Criar um modo noturno passivo-agressivo para comentários filosóficos às 3 da manhã.
  • Internacionalizar o bot para incomodar em vários idiomas, porque o incômodo também é global.

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