O Descascador

Origem da Ideia

Tudo começou onde toda grande revolução tecnológica (ou completo desastre) tem seu início: na fila do self-service durante o horário de almoço do trabalho. Estávamos debatendo qual ideia absurda poderíamos desenvolver no Hackathon da Codecon com um único e nobre objetivo: ganhar um pato de pelúcia e alguns adesivos maneiros para o notebook.

Conversa vai e conversa vem, eis que Gabriel (vulgo Gab Galáctico) fixou o olhar em uma bandeja de tomates perfeitamente descascados e teve uma ideia terrível: criar um "descascador de alimentos online". Nós levamos a piada a sério demais. Decidimos que esse seria o nosso projeto e passamos o sábado inteiro fazendo aquilo que já fazemos de segunda a sexta: gastar tokens de alguma LLM para gerar código questionável.

A Proposta

O Descascador é o suprassumo da inutilidade tecnológica, meticulosamente arquitetado para exigir sacrifícios reais em troca de quase nada. Ao utilizar a plataforma, você desperdiça o seu precioso tempo caçando o ângulo perfeito para fotografar um vegetal, gasta o seu suado dinheiro apenas para descobrir como a inteligência artificial imagina esse alimento nu e, de quebra, contribui ativamente para o colapso climático global, torrando a água e a energia de imensos datacenters por pura futilidade. No final das contas, o grande prêmio por esse sacrifício triplo é, com sorte, dar uma leve risadinha e ter em mãos a sua tão almejada banana descascada. Agora é só colocar na balança e refletir se acelerar o apocalipse ambiental por isso vale a pena.

Stack

Para construir essa obra-prima da inutilidade, utilizamos a seguinte stack:

  • Front-end: Next.JS
  • Back-end: FastAPI/Python
  • Geração de Imagens: Gemini-3.1-Flash-Image (Google)

Garantir que o modelo não devolvesse um objeto alienígena mutante no lugar do alimento submetido foi, no mínimo, estressante. Como somos meros estagiários sem grana, não estávamos dispostos a torrar 90% do nosso salário comprando tokens do Nanobana Pro que, com certeza, resolveria nosso problema em dois segundos.

Chegamos a testar opções open-source, mas como o objetivo era só descascar um vegetal e não gerar uma obra cubista de Picasso em fim de carreira, tivemos que ceder e pagar pelo modelo do Google. Agora, sinceramente, não fazemos ideia de como vamos nos alimentar até o quinto dia útil.

Aprendizado

Se tem uma lição que tiramos dessa experiência é: a quantidade massiva de dados que as big techs têm acesso para treinar seus modelos, seja de maneira legal ou moralmente cinzenta, faz uma diferença absurda no resultado final.

Enfim, o Descascador está oficialmente no ar! Esperamos, do fundo do coração, ser o pior projeto do evento. Vamos em busca do Top 3!

Built With

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