Por quê?
Durante a primeira fase de brainstorming, foi de consenso da equipe que gostaríamos de propor uma solução voltada para o setor empresarial.
A partir disso, foi dado início à desk research, onde buscamos entender melhor o cenário das empresas em relação às mudanças climáticas, quais soluções já existem e quais tem sido as maiores dificuldades para que as empresas implementem iniciativas sustentáveis e de proteção ao clima.
Logo após, foi elaborado um questionário de pesquisa, respondido por empresas de diversos segmentos, para ampliar nosso entendimento sobre esse público em potencial e qual seria o nicho mais estratégico.
Observamos, de acordo com uma pesquisa climática publicada pela Delloitte que :
Entre os obstáculos para o impulsionamento dos esforços de sustentabilidade dentro das empresas no Brasil, foram apontados:
- as mudanças necessárias são de magnitude muito grande (35%),
- dificuldade de mensurar os impactos ambientais (26%),
- foco em questões de negócios a curto prazo e demandas de investidores (32%),
- fornecimento insuficiente de insumos sustentáveis (24%)
- e preocupação em alienar clientes ou funcionários ao tomar uma posição (24%)
Além de que as organizações têm conhecimento limitado sobre as questões relacionadas às mudanças climáticas, como começar, quais fornecedores serão necessários e quem poderia apoiar financeiramente;
No mesmo relatório, foi possível identificar quatro fontes fundamentais de valor na economia de baixo carbono:
- Usar menos: implementar produção e consumo sustentáveis, promover processos circulares, aumentar a eficiência energética e focar na redução do desperdício.
- Emitir menos: buscar alternativas limpas para processos intensivos em carbono, como a compra de energia renovável, veículos elétricos, aço verde, etc.
- Regenerar, restaurar e reparar: remover carbono e restaurar capital natural por meio de soluções baseadas na natureza, reflorestamento, agricultura regenerativa, captura direta do carbono no ar, etc.
- Mensurar, verificar, divulgar, rastrear: monitorar o progresso em direção ao “net zero” e garantir a transparência, utilizar padrões climáticos unificados, promover a análise do ciclo de vida das emissões e avaliações do Escopo 3, etc.
O que?
Para solucionar esse problema que pensamos em uma plataforma que permitisse metrificar, gerir e visualizar todo tipo de economia de recursos esgotáveis ou poluentes e reduções de impacto no meio ambiente e nas causas climáticas.
Por outro lado, para que faça sentido para uma empresa aderir mais um software, mais uma plataforma de gestão de dados, mais um processo, o valor agregado precisa ser igualmente atrante. Pensando nisso, surgiu a principal funcionalidade onde a economia gera acúmulo de pontos e permite a troca dos mesmos por benefícios e vantagens para a empresa.
Para abranger o máximo de empresas possíveis, fomos em busca de opções de trocas variadas: redução em impostos, descontos em empresas que ofertam benefícios como Gympass, Zenclub, Vale alimentação/refeição ou transporte.
Esses pontos poderão ser distribuídos de forma flexível, dentro das categorias que agreguem mais valor para cada empresa.
Dentro da plataforma por assinatura, também é possível ter acesso a estratégias para aumentar a sua economia através de novas estratégias sustentáveis. Por exemplo, se a empresa deseja dar um próximo passo implementando placas de energia solar, ela terá disponível guias explicando o processo para um financiamento através de crédito verde e também os fornecedores mais próximos.
Após implementada a nova solução sustentável, sua utilização também sera trackeada gerando pontos para a empresa. Quanto mais energia limpa utilizada, mais economia.
Como foi feito?
Para dar início ao nosso projeto usamos a metodologia de Design Thinking em que na descoberta buscamos entender o problema proposto. Começamos com um brainstorm entre todo o grupo para afunilar nosso problema. Dentro do escopo inicial: “Como a tecnologia pode combater as mudanças climáticas e seus impactos”, qual seria nossa contribuição? Com isso, depois de algumas ponderações, decidimos focar nos seguintes: Consumo consciente, Emissão de gases poluentes, Aquecimento global e Crédito Verde.
A partir dessa decisão demos inicio ao nosso processo de discovery. O mesmo começou com uma Desk Research, documentada no Miro, onde buscamos notícias associadas ao direcionamento escolhido. Para organizar essas descobertas e também mapear as possíveis dúvidas e suposições que surgiam durante esse processo em uma Matriz CSD. Para sanar algumas dúvidas da matriz, construímos um questionário destinado a stakeholders de empresas para respondé-lo. Obtivemos 9 respostas.
Com as respostas em mãos e a pesquisa pudemos construir um Canva de Proposta de Valor e um Business Modal Canvas para síntese dos nossos dados. Com essa síntese chegamos ao mapeamento das funcionalidades do sistema. Com essas funcionalidades mapeadas desenhamos um Userflow para entender o caminho e como as mesmas conversavam entre si. Depois de validado o Userflow com o time de desenvolvimento, passamos para a construção dos Wireframes e subsequentemente as telas de alta fidelidade. Após as telas e protótipos prontos realizamos o handoff e pudemos também acionar um teste de usabilidade através da plataforma Maze, onde testamos os caminhos de "Criar meta", "Registrar consumo" e "Distribuir créditos". Tivemos 5 respostas, a maioria delas com sucesso na validação.
Próximos Passos
Após a validação desse modelo, uma possível ampliação seria um modelo onde a economia de recursos individual dos funcionários, também somaria pontos para a empresa e para o próprio funcionário, fortalecendo assim uma rede de incentivos sustentáveis. Essa extensão se daria através do desenvolvimento de uma aplicação mobile, com funções semelhantes a plataforma apresentada, porém em uma perspectiva de Pessoa Física, gerenciando o consumo de água e energia elétrica da sua moradia, uso de meios de transporte sem emissão de gás carbono, reciclagem, compostagem etc.
Essa extensão proporciona inclusive ampliar o público alvo, pois empresas que trabalham de maneira 100% digital e/ou remota, se tornariam aptas a conquistar benefícios através do consumo consciente em cascata.
Essa vertente que busca aproximar os funcionários, se deu a partir do questionário realizado pela equipe, onde 45% das empresas citaram que seus funcionários já demonstraram preocupações em relação à processos da empresa que podem causar impactos climáticos.
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