Como aproximar o jovem do mundo financeiro? Uma pergunta difícil; afinal, o que seria precisamente mundo financeiro? É tudo! É do pequeno comércio à gestão das finanças de casa; da poupança de uma criança ao impacto de um projeto numa grande empresa. Com este pensamento, idealizamos que uma boa forma de aproximar de jovens do mundo fintech seria maximizar a facilidade da experiência dos usuários como consumidores e reduzir a burocracia existente.

Nossa equipe chegou à competição da maratona com um objetivo definido - o de mudar a forma de comércio presencial, que apesar do crescimento exponencial do e-commerce, continua sendo feita nos moldes antigos e ainda bastante presente.

Nossa primeira ideia buscava solucionar um problema comum da compra presencial, especialmente no setor de livros e de vestiário, que é a falta de um produto específico na loja física próxima do consumidor. O aplicativo mobile idealizado para este contexto seria uma catalogação de produtos das lojas que seriam parceiras da startup, e a opção de compra ou reserva pelo próprio programa pelo usuário. Na busca pelo produto, poderiam ser utilizados recursos como GPS e filtros para que o usuário ajustasse os resultados de acordo com sua localidade, renda e especificação do produto. Assim, realizada a compra, bastaria que o consumidor passasse na loja, mostrasse um protocolo gerado pelo app ao funcionário, e retirasse sua nova aquisição que já estaria separada para entrega. Assim, por exemplo, uma visita ao shopping se tornaria muito mais objetiva e rápida do que é atualmente - a pessoa ao estar na praça de alimentação poderia já buscar por produtos específicos que tenha em mente, reservá-los, e no caso de alguns setores, provavelmente até efetuar a compra pelo celular, e assim após o lanche apenas passar nos estabelecimentos para retirada das compras. Portanto, seriam evitadas filas, burocracias de compra, e buscas mal-sucedidas por produtos.

Apesar destas vantagens, houveram alguns questionamentos, inclusive levantados por pessoas entrevistadas no shopping Eldorado, onde fizemos a validação - muitos preferem apenas reservar em qualquer tipo de contexto para analisar o produto ao vivo e realizar o pagamento na máquina de crédito do estabelecimento - sendo, portanto, a ferramenta mais útil o catálogo de busca. Logo, trouxemos ao Hackathon a necessidade de um pouco mais de brainstorming, para ou reinventar a ideia antiga, ou ter uma nova mas com o mesmo objetivo em mente. Considerando a necessidade de verificação do produto ao vivo, surgiu, na tarde de sábado, o projeto de pagamentos pelo celular no estilo Pay&Go, ou seja, o usuário bastaria fazer leitura do produto que está adicionando ao seu carrinho de compras pelo dispositivo universalmente usado, o smartphone, e após tendo coletado todas as compras, efetuar o pagamento num clique através do aplicativo por cartão de crédito. Nunca mais surgiriam a dor de cabeça decorrente das filas e da necessidade da burocracia do caixa. Você já pensou que não faz sentido nenhum colocar todas as mercadorias no carrinho e retirar para passar pelo caixa e depois recolocar quando está no supermercado?

Uma ideia com muito potencial, e que inclusive está sendo desenvolvida paralelamente em outros países. Mas como seria o funcionamento da tecnologia? Após a avaliação dos recursos disponíveis, decidimos usar o NFC, ou Near Field Communication, que possui um valor razoável, e está cada vez mais comum nos smartphones. Com o uso de uma NFC tag nas mercadorias, e do recurso disponível no celular, com a simples aproximação o smartphone leria uma sequência de bytes que foram gravados na tag contendo dados de identificação, preço e status. Com o carrinho pronto no estabelecimento comercial, basta que o usuário confirme a compra pelo aplicativo, e assim, está tudo pronto!

Adotamos esta ideia como o projeto final, e assim, iniciamos a implementação do aplicativo mobile e de um website para a apresentação da PayGO!, o nome escolhido para a empresa. Para o app, foi usado inicialmente a ferramenta Ionic devido à experiência dos programadores com esta, porém, infelizmente, durante a madrugada de domingo, a biblioteca específica da Ionic para a ferramenta do leitor de NFC mostrou-se defeituosa, sendo bastante recente e extensa em demasia para análise durante a Hackathon. Assim, abandonou-se o recurso da Ionic, e optou-se pela Android Studio. Apesar dos obstáculos, na manhã de domingo, o protótipo entrou em funcionamento perfeitamente, em conjunto com o site.

Na aplicação atual, idealizada e desenvolvida em menos de 24h, estamos felizes com o fato de que as pessoas já não precisarão passar por filas imensas em supermercados e nem dar-se o trabalho de retirar todas as mercadorias do carrinho físico para depois voltar a colocá-las no mesmo para o transporte, já que dispomos de um carrinho virtual que facilita a vida do usuário, e tudo isso de uma forma muito segura. Sensores de NFC seriam feitos (assim como existem sensores em camisetas em lojas de roupas para evitar roubo) para automatizar a experiência do usuário e sem prejuízo ao comércio, já que caso algum item não tenha sido pago, o usuário, ao passar pelo sensor, receberia um aviso e o sensor apitaria, caso o item não conste como pago no banco de dados do local..

A PayGO! no futuro com certeza não se limitará a apenas compras em supermercados, mas qualquer outra aplicação onde a tecnologia do NFC (compra ou qualquer outra ação por aproximação) seja prática e viável, como por exemplo, cardápios de restaurantes teriam tags NFCs e o usuário poderia pedir sua comida apenas aproximando o celular na refeição desejada, e depois pagar com apenas um clique, o que agilizaria tanto a experiência do usuário quanto do estabelecimento.

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