O QUE INSPIROU

A insuficiência respiratória é uma das principais causas de morte por COVID19 de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Quando o vírus chega e se alastra nos pulmões, causa uma pneumonia. Na ânsia para se livrar do agente infeccioso, o corpo reage produzindo mais fluidos e substâncias inflamatórias, que ocupa os alvéolos, as pequenas estruturas onde ocorrem as trocas gasosas e que permitem disponibilizar o oxigênio ao organismo. Mesmo nas grandes cidades, há escassez de ventiladores pulmonares. Saulo Dansa, o responsável principal pelo projeto, acompanhou de perto como observador o avanço dos projetos de prototipação de ventilador pulmonar da USP, UFRJ e do MIT. Observou-se que poderíamos desenvolver um ventilador pulmonar com peças totalmente compradas no Brasil, sem uso de impressão 3D nas peças principais, assim como poderia reduzir o custo de desenvolvimento, algo que se apresentou ser um grande desafio para estes institutos e universidades. A equipe do projeto acredita que, por ser um respirador alternativo, poderíamos impactar o atendimento de pacientes em hospitais de cidades menores onde não há tanta disponibilidade de respiradores convencionais utilizados em terapia intensiva e os pacientes precisem ser transferidos para hospitais nos grandes centros que já se encontram no limite da capacidade. O QUE APRENDEU Parceria é tudo! Conseguimos em parceria com instituições e contatos com outros pesquisadores, solução para muitos problemas técnicos enfrentados. Pessoas da COPPE, IFRJ, UERJ, entre outras estão conosco construindo esta solução. Ao longo da trajetória desse desafio, inicialmente listou as peças principais necessárias pra realizar a construção do aparelho. Se deparou com a necessidade de uma equipe multidisciplinar, para verificar os requisitos mínimos solicitados por agências de regulação como a ANVISA, assim como a importância do aprimoramento do algoritmo. Para além dessas situações, a equipe técnica aprendeu a importância que alarmes de segurança entre outros dispositivos fossem acionados para evitar que o aparelho ficasse inativo, já que vidas dependem do seu bom funcionamento. COMO CONSTRUIU O iVent é um ventilador pulmonar baseado no modelo proposto pelo MIT, construímos uma solução funcional implementando controles para os parâmetros de Volume Corrente, Frequência Respiratória e Relação entre os tempos de IE (Inspiração e Expiração). Depois de listar as peças necessárias, criar o modelo 3D de como serial idealmente o ventilador, elaborar um diagrama elétrico da solução, entre outras etapas de planejamento, foi criado o protótipo que apresentamos neste hackathon! O tempo total dos inputs define a frequência respiratória (respirações por minuto). Utilizando arduíno, entre outras tecnologias conseguimos fazer com que um braço mecânico (impulsionado por um motor) gere uma compressão contra um AMBU (bolsa de ressuscitação manual), para gerar um fluxo respiratório ao paciente. Conseguimos implementar um filtro bacteriológico entre a traqueia de expiração (uma extremidade do ambu, mangueira que leva volume ofertado até uma peça que se conecta ao paciente por meio de uma máscara oronasal, ou por um tibo orotraqueal, inflando os pulmões). Além do filtro umidificador, entre a peça e o paciente, que umidifica, filtra e aquece o ar. Durante o hackathon, inserimos outras funcionalidades, melhoramos nosso protótipo e estimamos outros desafios a serem enfrentados para seguirmos com a regulamentação do nosso dispositivo. Foi construído com recursos próprios, sem fonte de financiamento, de maneira colaborativa com outros especialistas, técnicos, programadores, engenheiros, designers e profissionais da saúde. Maior especificação do projeto, consta no vídeo Pitch. As imagens do nosso processo, está acoplada aqui nos anexos. DESAFIOS QUE ENFRENTOU Um dos principais desafios foi durante a pandemia ir comprar as peças que eram necessárias de última hora. Mas a partir de parcerias com outros coletivos hackers no Rio, conseguimos um motoboy para auxiliar nesse processo. Também tivemos dificuldades em contactar fornecedores diretos, e a maioria das nossas peças foram compradas em lojas de ferragens, materiais de construção e no Mercado Livre, mas gastamos apenas cerca de R$313,26, sendo esse um dos nossos principais diferenciais. Tal situação mexe com o valor total do orçamento, por isso estimamos o valor total do protótipo entre R$350,00 e R$500,00. Mesmo com muita pesquisa de profissionais da área técnica sobre as normas de regulação da ANVISA, mesmo ao final do hackathon ainda temos muitas dificuldades, sendo um fator de desânimo pros desenvolvedores pois parece inalcançável apenas com os recursos que dispomos. Precisamos muito de mentoria nessa parte. PLANOS FUTUROS Entramos nesse Hackathon com o objetivo de conseguir apoio para aprovação do equipamento junto à Anvisa, através de parceiros, mentoria e conexões com instituições como o NIT podem nos ajudar com isso. Num segundo momento, vamos precisar também de fabricantes interessados em produzir esse equipamento numa escala maior para atender à necessidade dos hospitais.

Contato: ivent.colab@gmail.com

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